A iniciativa popular 'Não a uma Suíça de 10 milhões' queria introduzir uma rígida limitação da população residente a 10 milhões, ameaçando assim a prosperidade, a qualidade de vida e os postos de trabalho na Suíça. As cidades, como centros econômicos e laboratórios de inovação do país, regozijam-se com o 'não' nas urnas. Caso a iniciativa fosse aceita, a escassez de especialistas teria se agravado, a segurança nacional estaria ameaçada e a segurança no abastecimento do setor da saúde, além da capacidade de inovação da Suíça, teria sofrido. Além disso, os comprovados acordos bilaterais com a UE teriam sido colocados em risco.
A Associação de Cidades apoiou, por isso, a ampla aliança política, econômica e da sociedade civil contra a iniciativa.
Os centros urbanos, como motores de inovação e berço para startups, dependem de talentos motivados. As cidades suíças já provaram repetidamente que conseguem lidar com transformações e crescimento, ao mesmo tempo que proporcionam uma vida urbana diversificada, cultural e atraente. Seja na criação dos seus espaços urbanos, mobilidade, habitação ou infraestrutura. Para que isso continue a ser possível, especialmente em face das mudanças demográficas e climáticas, é necessário um maior espaço de atuação e uma colaboração bem coordenada, por exemplo, através de investimentos no transporte público, promoção de habitação sem fins lucrativos, concepção de novos bairros e desenvolvimento interno de qualidade. Os desafios existentes só podem ser resolvidos com reformas conjuntas e construtivas.
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